Esta viagem foi provavelmente a maior aventura das nossas vidas e ainda que tenha sido fantástico subir à Space Needle em Seattle, explorar o maravilhoso vale de Yosemite, abraçar as Sequoias gigantes e atravessar o Vale da Morte, regressámos a casa mudados. E mudados não só pelo que vimos, mas principalmente pelo que sentimos e pela forma como lidámos com esses sentimentos. Já partilhámos convosco algumas das aprendizagens que fizemos em posts anteriores mas hoje gostava de partilhar convosco a forma como o Grand Canyon nos ensinou a lidar com a frustração.
Penso que toda a gente, a certa altura das nossas vidas, já teve que lidar com a frustração. Costumo dizer que um dia, quando tivermos filhotes, uma das minhas grandes prioridades será ensiná-los a lidar com a frustração. É um sentimento que nos impede de avançar, faz-nos sentir presos, quase que nos cega a todas as oportunidades fantásticas que estão à nossa frente e priva-nos de saborear e apreciar o caminho que fizemos até então. Faz-nos ser algo que não somos e faz-nos agir escutando apenas as nossas inseguranças em vez do nosso coração. Posso garantir-vos que não é uma posição boa para se estar.
Agora, voltando à história do Grand Canyon: conduzimos durante 6 horas de Las Vegas até Page para ver Horseshoe Bend e o plano era conduzir de lá até à vila do Grand Canyon e ver O magnífico Grand Canyon na manhã seguinte. Estávamos entusiasmados, toda a gente nos dizia que era grande e fantástico e que tínhamos que o ver, e assim o fizemos. No dia seguinte acordámos às 5 da manhã – para garantir que víamos tudo – e assim que pomos os pés fora da porta damos de caras com o carro coberto de neve. As estradas estavam cobertas de neve, a condução estava perigosa (sentíamos o carro a fugir) e estávamos quase sem combustível – devido a termos conduzido todas aquelas horas sem abastecer – e a estação de serviço mais próxima estava a 1 hora de caminho. Sentimos que não era seguro, sabíamos que não estávamos preparados para aquele tempo e acabámos por ir embora. Um total de 12 horas de condução e não vimos o Grand Canyon, mas de alguma forma sentíamo-nos em paz. Pela primeira vez em muito tempo a frustração não estava ao volante mas sim um sentimento de gratidão. Estávamos gratos por termos encontrado inesperadamente um pedaço da Route 66, de termos visto áreas lindíssimas no caminho para Page, de ver o rio Colorado e as suas paisagens vermelhas. Estávamos em paz com o facto de não termos visto a vista que toda a gente vê no Grand Canyon, estávamos gratos por termos tido a oportunidade de o ver com uma perspectiva diferente: com os nossos corações.

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This trip was probably the biggest adventure of our lives and even though it was fantastic to go up to the Space Needle in Seattle, explore the beautiful Yosemite Valley, hug the giant Sequoias and cross Death Valley, we came back home changed. Changed not only because of what we’ve seen but mainly because of what we felt and the way we dealt with these new feelings. We already talked about some of that growth in previous posts but today I wanted to share with you how the Grand Canyon teached us how to deal with frustration.
My guess is that at some point in our lives we all have felt frustration. I usually say that one day, as a parent, my number one priority will be to teach my kids to learn how to deal with it. Frustration keeps us from moving forward, makes us feel stuck, almost blinds us from seeing all the wonderful opportunities in front of us or stops us from enjoying the path we’ve done until now. It makes us be something we aren’t and act out of insecurity instead of our hearts. I can assure you, it isn’t a good place to be at.
Now, back to the Grand Canyon story: we drove for 6 hours from Las Vegas to Page to see the Horseshoe Bend and the plan was to drive from there, back to Grand Canyon Village and see the Grand Canyon in all it’s glory in the morning. We were excited, everyone kept saying that is was big and wonderful and we had to see it, so we went. The next morning we woke up at 5 a.m. – to make sure we didn’t miss anything –  and as soon as we step out of the door, we see the car covered in snow. The roads were covered in snow, the driving was dangerous (we could feel the car drifting), we were almost out of gas from all that driving and the closest gas station was 1 hour away. We felt it wasn’t safe, we weren’t ready for that weather, and we left. A total of 12 hours of driving and we didn’t see the freakin’ Canyon but somehow we felt at peace. For the first time in a really long time frustration wasn’t taking control. Thankfulness was. We were thankful to find Williams and the Route 66 on the way (absolutely unplanned), we got to see beautiful sights on our way to Page, and the Colorado river with the intense red landscapes that go with it. We were at peace with the fact that we couldn’t see the view that everyone gets at the Grand Canyon, we were thankful that we got to see it from a different perspective: with our hearts.

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