Keeping love alive

(scroll for english version below)

Há muito tempo que não escrevíamos um blog post pessoal. Queria poder acrescentar algo em vez de simplesmente partilhar fotografias bonitas com um texto genérico cheio de adjectivos fofinhos.
Da mesma forma que acreditamos que uma boa imagem vale por mil palavras, também é verdade que usar as palavras certas, no momento certo, pode ter um efeito incrível na vida de alguém. A última vez que abrimos o nosso coração com algo assim foi neste post em 2015 e demorámos muito tempo até sentir que tínhamos algo a dizer novamente.
Partilhamos diariamente fotografias de casamento, de pessoas que se amam e que celebram um ponto alto na relação deles. São momentos incrivelmente felizes, em que os vemos no seu melhor. Nunca vemos o que passaram para chegar até ali e, ainda mais importante, como passam juntos o “para sempre”. O que acontece quando a vida fica difícil? Será que se vão lembrar dos conselhos do celebrante, reler os cartões de felicitações do casamento, rever o álbum de casamento? Ou será que improvisam conforme a vida vai complicando e descomplicando?

Para onde quer que olhemos vemos relações incríveis, mas vemos também dificuldades. Dificuldade em manter um amor vivo quando apertam connosco no trabalho e ficamos sem tempo. Quando nos exigem que sejamos trabalhadores como se não tivéssemos família, que sejamos pais como se não tivéssemos que trabalhar. Que sejamos perfeitos, com vidas dignas do Instagram, com casas imaculadas. Mas a vida real não é assim (e ainda bem).

A nossa estória

Se não conhecem a nossa estória e caíram aqui de pára-quedas, deixem-me fazer um pequeno resumo do que somos: eu e o Pedro conhecemo-nos desde o liceu (quase namorámos nessa altura) mas só nos reencontrámos em 2005 na internet. Durante o ano seguinte desabafámos no ombro um do outro, ele em Aveiro, eu em Lisboa.

A meados de 2006 ele foi trabalhar para Lisboa e ofereceu-se para me cozinhar o jantar em celebração do meu aniversário. O jantar não estava grande coisa mas o nosso amor floresceu rapidamente. Uma semana depois eu tinha a minha escova de dentes em casa dele e um mês depois vivíamos juntos oficialmente. Eu tinha 19 anos e ele 23. Esse primeiro ano foi aquilo que chamávamos o viver na panela de pressão: vivíamos numa casa partilhada, ele a trabalhar e eu a estudar e sem possibilidade ir “arrefecer” assuntos de um dia para o outro nas respectivas casas.

Quando regressámos a Aveiro, remodelámos um apartamento à distância, escolhemos azulejos por e-mail e outras aventuras equivalentes. Em 2010, por causa de uma proposta de trabalho, vivemos separados durante três meses. Foram os três meses mais difíceis da minha vida. Aprendemos nessa altura que queríamos passar todo o nosso tempo disponível juntos.

Há 7 anos escolhemos largar o mundo empresarial e dedicar-nos à Fotografamos. Sem clientes, sem almofada financeira, estávamos ambos a trabalhar a tempo inteiro sem qualquer experiência em trabalhar por conta própria, numa lógica de tudo ou nada. Foi uma fase assustadora: a crise económica do país estava no auge, sem oportunidades para ninguém. Como optimistas que somos, deixámos de ver as notícias e pensámos: se sobrevivermos a isto, sobrevivemos a tudo. E assim foi, lançámo-nos a trabalhar juntos.

Estamos juntos há 12 anos, casados há 10, com uma filha de um ano nos braços depois de um aborto espontâneo e quatro anos a tentar engravidar, uma cadelinha adoptada e uma gatinha de telhados. Ainda temos muito para viver e continuamos, conscientemente, a escolher embarcar em novas aventuras, pequenas ou grandes, que nos fazem felizes.

Mas o que é que isso tem a ver com o título do post, perguntam vocês? É que durante estes anos tivemos a oportunidade de aprender muito um com o outro, com os casais que nos contratam e que vão partilhando a sua estória de amor connosco.
Perguntam-nos muitas vezes como é que conseguimos trabalhar e viver juntos. Eis o que a nossa experiência nos diz:

1. Respeito mútuo.

O respeito é, para nós, a base de tudo. Respeitar as nossas diferenças, perceber que somos pessoas com gostos e formas de pensar diferentes e que isso nos torna uma equipa mais forte. Respeitar os sonhos de cada um, encontrar formas de tornar esses sonhos numa realidade, dentro das nossas possibilidades. Respeitar o esforço e empenho mútuo, mesmo que a outra pessoa faça as coisas de maneira diferente de nós. Respeitarmo-nos como adultos inteligentes que somos, não nos tratarmos de forma paternalista.

2. Conversar, conversar, conversar.

Uau. Horas e horas e horas a conversar sobre tudo. Sobre a nossa infância, sobre o significado dos sentimentos, sobre a razão de ser de determinados comentários. O primeiro ano de namoro foi feito de horas intermináveis a conversar. A aprendermos como funcionava a mente um do outro e, de forma inconsciente, a estabelecer as fundações da nossa relação. Conversar nesta fase significa também dar espaço aos nossos sonhos, partilhar as nossas preocupações, celebrar as pequenas vitórias. A comunicação é, para nós, a base saudável da nossa relação.

3. Gratidão.

Estamos profundamente gratos por nos termos encontrado um ao outro, por termos conseguido concretizar uma mão cheia de objectivos e ter ainda outra mão cheia de sonhos que queremos realizar juntos. Gratidão pelas pequenas coisas. Dizer “obrigada” com frequência. Agradecer quando um de nós fez algo que estava por fazer.O reconhecimento do esforço de cada um torna o nosso dia-a-dia mais feliz e elimina a sensação de obrigação.

4. Perceber que o amor não dura para sempre se não for alimentado.

Não nos tomamos por garantidos. Percebemos que qualquer um de nós pode decidir abandonar o barco a qualquer momento, mas escolhemos manter-nos juntos porque isso nos faz felizes. O nosso amor é o nosso primeiro filho e sentimos que cuidamos dele como tal. Uns dias significa trocar um olhar carinhoso ao jantar, outros dias um abraço de 20 segundos. Dizer em voz alta que amamos o outro, valorizar e acarinhar diariamente. Tratar o outro como se fizesse parte da mobília, numa lógica de “não é preciso dizer porque já sabemos o que sentimos”, não valoriza nem enaltece o amor, só o torna invisível.

5. Sermos justos um com o outro.

Sermos justos nas nossas palavras um para o outro, na distribuição de tarefas em casa, nas escolhas que fazemos. O favorecimento constante de um de nós gera sentimentos de sobrecarga e injustiça, pouco condizentes com um amor pleno.

6. Aceitação.

Entrar numa relação com esperança de que a outra pessoa mude é um dos maiores tropeços que vou presenciando à minha volta. A mudança, a acontecer, é naturalmente resultado da vivência conjunta enquanto tentamos encontrar o nosso equilíbrio enquanto casal.

7. Não ter medo de amar.

O nosso passado não nos define. Quer tenhamos tido relações que não funcionaram ou crescido em lares com condições familiares invulgares, o futuro está inteiramente nas nossas mãos. É difícil viver um amor pleno quando vivemos com uma perna fora do barco.

8. O orgulho fica à porta.

Para nós o amor não é um campo de batalha. É o que nos une e o que nos ajuda a ser felizes em conjunto. Quando temos razão não precisamos de ganhar uma medalha por causa disso. A vida a longo prazo é uma dança harmoniosa: ora tens razão tu, ora tenho eu. São as vezes que temos razão em conjunto que nos ajudam a levar a nossa vida para a frente, não interessa quem tem mais pontos.
E quem diz isso, diz também saber pedir ajuda quando não conseguimos fazer algo sozinhos. Tento lembrar-me constantemente que somos uma equipa.

9. Uma união entre iguais.

Os meus sonhos não estão em primeiro nem em último lugar. As necessidades de um não são mais importantes do que as do outro. As tarefas de casa são da responsabilidade de todos. Eu não tenho sempre razão. Remamos juntos este barco e juntos chegaremos a bom porto.

10. Confiar.

Uma palavra tão pequenina e tão difícil. Aprender a confiar pode ser uma tarefa hercúlea se tivermos no nosso passado uma pedra tão pesada que é difícil arrumá-la no sítio certo. A confiança constrói-se, com tempo, com gestos diários. Confiar significa, para nós, ouvir mais o nosso companheiro do que os nossos medos e traumas pessoais e estarmos disponíveis para escrevermos uma nova estória em conjunto. Apenas quando confiamos conseguimos crescer juntos.

As dicas dos nossos clientes

Porque esta questão nos fascina, decidimos perguntar aos nossos casais quais as dicas deles para um casamento feliz. As respostas foram doces, meigas e fizeram-nos confirmar o que já sabíamos: as pessoas amam de maneira diferente, ajustam-se de formas próprias e encontram o seu próprio lugar seguro com algo que funciona para a sua dinâmica particular.

Ainda assim, eis as nossas favoritas:

1. Ir para a cama ao mesmo tempo e nunca adormecer zangados;
2. Nunca criticar o parceiro em conversas com outras pessoas;
3. Criar tempo e espaço para conversar sobre objectivos comuns;
4. Passar tempo e criar memórias juntos. Um fim de dia mais tranquilo, uma ida ao cinema, uma escapadinha de fim-de-semana ou uma viagem de mochila às costas num lugar longínquo;
5. Manter o sentido de humor e nunca levar tudo demasiado a sério;
6. Antes de sair da cama ficar 5 minutos a fazer conchinha um com o outro;
7. Trocar pequenos mimos fora de datas comemorativas: um bolinho, uma massagem nos pés, um carinho que nos faz sentir amados;
8. Todos os dias demonstrar com palavras o nosso amor, afecto e apreço;
9. Escutar. Saber escutar o que a outra pessoa nos está a dizer. Ter empatia pelo que está a passar e respeitar o que nos está a ser partilhado, sem julgamentos;
10. Respeitar a diferença de opinião do outro;
11. Não comparar o nosso parceiro aos parceiros das outras pessoas;
12. Nunca proferir palavras que possam ferir os sentimentos da outra pessoa. Más palavras proferidas em momentos frágeis podem deixar cicatrizes muito grandes.

Quanto mais pessoas conhecemos mais percebemos que não existe uma receita para manter um amor saudável mas sabemos que são os pequenos gestos diários que fazem com que um amor feliz sobreviva aos tropeços do dia-a-dia. Com respeito, com carinho.

E vocês, qual é para vocês o segredo para um amor feliz? Há alguma que gostariam de acrescentar? Deixem-nos um comentário abaixo ou enviem-nos um e-mail para fotografamos@gmail.com e juntem-se à conversa.

Atenção: Este é um assunto delicado e queremos apenas partilhar o que funciona para nós. Poder amar é uma benesse incrível e nenhuma relação deve ser dolorosa ao ponto de nos fazer sentir mal sobre quem somos e os nossos objectivos na vida. De forma alguma ler este post substitui uma consulta com um terapeuta. Se sentirem que se encontram numa relação abusiva, não hesitem em procurar ajuda.

keeping love alive - how to be happy in a relationship

Keeping love alive

We haven’t written a blog post in a really long time. I wanted to be able to share something important and not just share beautiful pictures with a generic text, full of fluffy adjectives.

If it’s true that an image is worth a thousand words, we also find that the right words, said at the right time, may have a big impact on someone else’s life. The last time we opened our hearts like this, it was 2015 and we wrote this blog post. It took us a long time to feel like we had something to say again.

We share beautiful wedding pictures daily, pictures of people who love each other and who celebrate a high point in their relationship. Incredibly happy moments, when we see them at their best. What we never see is what they had to go through to get there and, most importantly, how they are going to spend the “ever after”. What happens when life gets hard? Will they remember their celebrants’ words, read the best wishes cards, go through their wedding album? Or will they improvise as life gets complicated and then uncomplicated again?

Wherever we look we see incredible and inspiring relationships, but we also see difficulties. In keeping love alive when work gets more demanding and we run out of time for our family. When people expect us to work like we don’t have children and be parents like we don’t have to work. When people expect us to be and look perfect, with Instagram worthy lives and impeccable houses. I’m glad real life doesn’t look like that.

Our story

If you just landed here and don’t know our story, allow me to share it in a few words: we met in high school (almost dated back then) but only reconnected in 2005 through the internet. That following year we talked daily, seeking a supportive shoulder on each other. Pedro was still living in our hometown and I was studying in Lisbon.

Mid 2006, Pedro went to Lisbon for work and offered to cook dinner for my birthday. The meal wasn’t his best but our love grew quickly. A week later I had my toothbrush at his house and a month later we were officially living together. I was 19 and he was 23. That first year of living together we lived in what we called back then, “the pressure cooker”: we had housemates, he was working, I was studying and we were unable to go to our own houses to “cool off” any arguments.

When we came back to our hometown we remodelled an old apartment, picked tiles through e-mail and other similar adventures. In 2010, due to a job opportunity, we lived apart for three months. Those were the hardest three months of my life. We learnt that we wanted to spend all our available time together.

Seven years ago we decided to abandon the corporate world and start our photography business. Pedro quit his job and we were finally working together. No clients, no financial pillow, both of us working full time with no experience on being an entrepreneur, in a logic of all or nothing. It was a scary phase: the country was in a deep economical crisis, with no opportunities. As optimists, we stopped watching the news, got to work and thought “if we can survive this, we will survive anything”.

We’ve been together for 12 years, married for 10, with a one year old baby in our arms after a miscarriage and 4 years of trying to get pregnant, an adopted dog and a stray cat. We still have a lot to live and we consciously keep choosing to go together on new adventures, big or small, that make both of us happy.

But what’s that got to do with the post title, you ask? During these years we had the chance to learn a lot from each other, with the couples who hire us and share their love story with us.

Many people ask us how can we work and live together. Here’s what our experience tells us:

1. Mutual respect.

Respect is, for us, the basis for everything. To respect our diferences and understand that we are different people, with different tastes and ways of thinking, makes us a stronger team. Respecting each other’s dreams, finding ways to make those dreams become a reality, according to our own means. Respecting effort and commitment, even if the other person does things differently. We respect each other as intelligent adults we are and avoid talking to each other in a patronising way.

2. Talk, talk, talk.

Wow. Hours upon hours of talking about everything. About our childhood, about the meaning of our feelings and our words. The first year of our relationship was endless hours of talking. We learnt how our minds worked and we were, in fact, unconsciously, establishing the foundations of our relationship. At that stage, talking also meant sharing each other’s dreams, concerns and celebrating small victories. Communication is, for us, the basis of our relationship.

3. Gratitude.

We are deeply grateful for having found one another, for being able to accomplish a handful of goals and still have another hand full of dreams. Gratitude for the small things. Saying “thank you” all the time. Saying “thank you” when one of us did something that needed to be done. The acknowledgment of the effort makes our days happier and removes the feeling of obligation from everyday’s chores that can wear us down.

4. Realise that love doesn’t last forever if we don’t nurture it.

We don’t take each other for granted. We understand that at any given time, if unhappy, one of us may leave the love boat. But we choose to stay together because it makes us happy. We treat our love like it is our first child. Somedays it means to look at each other in a more endearing way over dinner, other times a 20 second hug. We say out loud that we love each other, we appreciate and care for each other daily. Treating each other like we are part of the furniture in a logic of “I don’t need to tell you because you already know” doesn’t make our love bigger, it only makes it invisible.

5. Be fair.

Fairness in our words, in house chores distribution, in the choices we make. The constant favouring of one of us only makes the other feel overwhelmed and in an inequitable situation.

6. Acceptance.

Going into a relationship hoping that the other person will change is one of the most common mistakes I see people stumbling upon. If change happens, it happens naturally as a result of the daily living and as we try to find balance as a couple.

7. Not being afraid to love.

Our past doesn’t define us. Whether we had relationships that didn’t work or grew up in a less than ideal home, our future is entirely in our hands. It’s hard to live a full life when we constantly have a leg off of the boat, when we’re constantly in flight mode.

8. Don’t bring pride to the table.

For us, love is not a battlefield. It’s what connects us and helps us to be happy together. We don’t get a medal every time we’re right in an argument. In the long run, life is a harmonious dance: sometimes you are right, sometimes you are wrong. It’s the number of times that we are both right that makes us move forward. Also, we’re not afraid to ask each other for help. I constantly try to remind myself that we’re a team.

9. A marriage of equals.

My dreams aren’t more important than yours. Our needs are equally important. The house chores are both our responsibility. I’m not always right. We’re in this together.

10. Trust.

Oh man. Such a tiny little word and so hard to do. Learning to trust may be a huge task if we have a heavy stone in our past that needs to be put away in order for us to move forward. Trust is built daily, over time. For us, to trust is to listen to our partner more than our fears and personal traumas and to be able to write a new story together. When we trust, we create room to grow together.

Our clients’ tips

Because we are fascinated by this, we decided to ask our clients what their tips are for a happy marriage. Their answers were sweet, caring and made us realise something we somehow already knew: people love in different ways, find ways to adjust to one another and find their own safe place with something that works for them in their particular dynamics.

Here are our favourites:

1. Go to bed at the same time and never fall asleep mad at each other;
2. Never criticise your partner in conversations with other people;
3. Create time and room to talk about common goals;
4. Spend time and create memories together. A quieter end of the day, a night out, a weekend getaway or a backpacking trip to a faraway country;
5. Keep a sense of humour and don’t take life too seriously;
6. Spoon 5 minutes everyday before starting your morning;
7. Exchange small gestures of care outside of special dates: bake a cake or give a foot massage;
8. Show your love through words daily;
9. Listen. Truly listen to what you are being told. Empathise with what the other person is going through and respect their feelings, no judgements;
10. Respect each other’s difference in opinion;
11. Don’t compare your partner to other people’s partners;
12. Never say words that will hurt your partner. Mean and nasty words said in fragile moments can leave last longing scars.

The more people we know, the more we realise that there isn’t a recipe for a healthy relationship but we do know that it’s the small and daily gestures that make a true love survive the everyday wear. With love and respect.

What about you? What is your secret to a happy love life? Is there something you would like to share? Please leave a comment below or send us an e-mail to fotografamos@gmail.com and let us know your thoughts.

Disclaimer: This is a delicate subject and we just wanted to share what works for us. Being able to love is an incredible blessing and no relationship has to be painful to the point where we feel bad about who we are and our individual dreams. In any way this blog post replaces an appointment with a therapist. If you feel like you may be in an abusive relationship, please do seek professional help.

keeping love alive secrets for a happy marriage

Fotografia de capa tirada pela nossa querida Orsi.| Cover photo beautifully captured by our dear Orsi.

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